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Postado em 08 de Julho de 2019 às 08h08

Brasil consome 56,6 milhões de caixas de calmantes e soníferos

Em 2018, vendeu-se o equivalente a 1,4 bilhão de comprimidos de apenas oito princípios ativos

Os brasileiros compraram, em 2018, mais de 56,6 milhões de caixas de medicamentos calmantes e soníferos. Sendo assim, mais de 6 mil caixas vendidas por hora ou, aproximadamente, 1,4 bilhão de comprimidos em um ano.

Os números são do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os oito princípios ativos para ansiedade e insônia, que estão entre os mais receitados pelos médicos são:

Alprazolam
Bromazepam
Clonazepam
Diazepam
Lorazepam
Flunitrazepam
Midazolam
Zolpidem

Os números se referem apenas ao que foi vendido em farmácias e drogarias de natureza privada entre 2011 e 2018. Em oito anos, as vendas desses oito medicamentos somaram mais de 505 milhões de caixas.

Pico de consumo de medicamentos calmantes e soníferos em 2015
O ano de 2015 registrou recorde de consumo, com 76,2 milhões de caixas vendidas ? excluindo o zolpidem, foram 70,8 milhões de caixas de ansiolíticos.

Para o psiquiatra e diretor dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria (Ipq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), Rodrigo Martins Leite, mesmo que o consumo atual tenha caído em relação a 2015, o número divulgado pela Anvisa ainda é significativo.

O médico, que foi coordenador municipal de Saúde Mental em São Paulo, em 2017, relaciona o aumento das vendas de psicotrópicos em 2015 ao início da crise econômica que o Brasil enfrentou. Ou seja, o aumento do desemprego e problemas decorrentes disso mexem com a estabilidade emocional da população.

Para Leite, ?os momentos sociais ruins fazem com que as pessoas também tenham uma percepção pior da saúde mental?. O medicamento, diz ele, ?é a saída mais rápida?.

Não há pesquisas oficiais recentes no Brasil que possam estimar quantos brasileiros fazem uso contínuo de calmantes e soníferos.

Estudos anteriores a 2013 calculavam que entre 5,6% e 21% da população brasileira fizesse uso de benzodiazepínicos, sendo mais frequente em mulheres e idosos, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB).

Fonte: www.r7.com

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