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Postado em 03 de Abril de 2019 às 10h36

Tratamento de câncer de próstata deve focar paciente

Médico oncologista, Fernando Maluf diz que as abordagens mais atualizadas têm um refinamento em relação às técnicas utilizadas nos últimos anos e colocam como proposta que o tratamento se adapte ao paciente, e não o contrário

Os novos estudos que abordam o câncer em órgãos genitais e urinários, especialmente de próstata e rim, apontam uma tendência a buscar a combinação de terapias, o tratamento personalizado e foco na qualidade de vida do paciente. Médico oncologista e um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer, Fernando Maluf diz que as abordagens mais atualizadas têm um refinamento em relação às técnicas utilizadas nos últimos anos e colocam como proposta que o tratamento se adapte ao paciente, e não o contrário.

"Há, claramente, um avanço nas pesquisas de marcadores para selecionar qual é o melhor remédio para cada paciente, qual é o melhor tratamento da doença localizada, se deve-se operar, irradiar ou observar o caso de câncer de próstata. Também sobre ter parâmetros além dos químicos, ter parâmetros moleculares que vão nos dizer qual é o comportamento do tumor e ao que ele é resistente ou sensível. Tem ainda o desenvolvimento de novas formas de imunoterapia e o reconhecimento de estratégias que envolvam a combinação de remédios com ações diferentes, como imunoterapia e remédios antiangiogênicos (que impedem a formação de vasos que nutrem o tumor), imunoterapia e quimioterapia, imunoterapia e drogas biológicas."

Novidades na área foram discutidas no Simpósio Genitourinário da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado no mês passado, e abrem novas perspectivas para o tratamento da doença, inclusive em pacientes que não apresentaram sucesso com algumas terapias. Esse é o caso do estudo Aramis, que avaliou a Darolutamida, uma droga que ainda não está disponível no Brasil, em pacientes com câncer de próstata ainda sem metástases, mas que são resistentes ao tratamento hormonal, que bloqueia a testosterona.

"Esse é um estudo que foi feito com mais de 1.500 pacientes da doença, nos quais já havia falhado cirurgia ou radioterapia, ou as duas, que a doença já havia progredido para um tratamento hormonal e aumentado. A gente viu que o tratamento com Darolutamida postergou o tempo para metástase ou morte em mais de dois anos, em tempo médio comparado com placebo. Além disso, diminuiu a chance de progressão da doença metastática ou de morte secundária à doença também em um porcentual bastante alto dos pacientes, na ordem de 59%, e a diminuição da morte global foi de 29%. A diminuição do risco do aparecimento de metástase com dor foi de 35%."

Ao evitar as metástases, o tratamento também consegue neutralizar um de seus principais sintomas, que é a dor, algo que compromete a qualidade de vida do paciente.

Ainda referente ao câncer de próstata, que de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o segundo mais comum entre homens no Brasil e com estimativa de cerca de 68 mil casos por ano (2018), os resultados finais do estudo Latitude, publicado em 2017 no periódico New England Journal of Medicine, foram apresentados. O foco eram pacientes com a doença metastática avançada que foram tratados com a combinação de castração hormonal, que é a redução de testosterona no organismo, via testítulo e glândula adrenal, que também atua na produção do hormônio.

"O estudo mostrou que a castração hormonal, que é a baixa da testosterona, juntamente com outro anti-hormônio, chamado abiraterona, foi superior a só a castração hormonal pura, que é a diminuição do nível de testosterona. Essas duas medicações - a injeção para baixar a testosterona via testículo e o comprimido para baixar a testosterona via glândula adrenal - são superiores em relação a só a diminuição da testosterona via testicular em termos de sobrevida global."

Rim

Para o câncer de rim, a combinação de imunoterapia e drogas que inibem a formação de vasos que nutrem o tumor e levam oxigênio para ele, chamadas de antiangiogênicas, aparece como tratamento de primeira linha para a doença, cuja estimativa é de cerca de 7 mil novos casos por ano no País. "O estudo Keynote 426 foi feito com 861 pacientes e mostrou que a combinação do antiangiogênico mais o imunoterápico como o primeiro tratamento da doença reduziu o risco de morte em 47%, aumentou a resposta de 35% para 59% e diminuiu o risco de progressão da doença ou morte em 31%." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Link: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2019/04/02/interna_ciencia_saude,746800/tratamento-de-cancer-de-prostata-deve-focar-paciente.shtml

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